Quanto Tempo Dura a Tosse do Refluxo
Refluxo, Esofagite e Câncer de Esôfago

Quanto Tempo Dura a Tosse do Refluxo?

Uma tosse persistente pode ter relação com refluxo e levar semanas para melhorar. Veja quanto tempo dura a tosse do refluxo e quando investigar outras causas.

Dr. Thiago TredicciDr. Thiago TredicciCRM-GO 12828 | RQE 8168 e 8626
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Quem começa a tossir por vários dias, principalmente depois das refeições ou ao se deitar, pode se perguntar se o problema vem do estômago.

Quando o refluxo gastroesofágico participa do quadro, a melhora da tosse nem sempre acompanha a melhora da azia. Nos casos que não respondem ao remédio, a cirurgia antirrefluxo em Goiânia pode ser avaliada.

Mas quanto tempo dura a tosse do refluxo? Não existe um prazo igual para todos.

Algumas pessoas percebem redução gradual do sintoma nas primeiras semanas, enquanto outras podem levar até cerca de três meses para notar uma resposta mais clara após o controle adequado do refluxo.

Esse tempo também depende de uma questão decisiva: confirmar se o refluxo realmente está provocando ou agravando a tosse.

Tosse persistente tem muitas causas e não deve ser atribuída à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) apenas pela presença de azia, pigarro ou desconforto na garganta.

Quanto tempo dura a tosse do refluxo depois do início do tratamento?

A expectativa de melhora precisa ser diferente daquela usada para sintomas digestivos.

Azia e regurgitação podem responder ao tratamento antes. A tosse por refluxo, quando a relação entre os dois problemas está bem estabelecida, exige mais tempo.

Em alguns casos, a evolução pode ocorrer nesta sequência:

  1. Redução da azia e da regurgitação.
  2. Menor frequência de episódios de refluxo.
  3. Diminuição gradual do pigarro ou irritação na garganta.
  4. Melhora mais lenta da tosse persistente.

Diretrizes sobre tosse crônica relacionada ao refluxo citam que a resposta da tosse pode levar até aproximadamente três meses.

Isso não quer dizer que toda pessoa precise tossir durante esse período. Também não significa que uma tosse que continua por três meses seja necessariamente causada pelo refluxo.

Se ela não melhora como esperado, o diagnóstico precisa ser revisto.

Por que o refluxo pode causar tosse?

Nem toda tosse associada ao refluxo acontece porque o conteúdo do estômago chegou aos pulmões.

Um dos mecanismos estudados envolve a comunicação entre o esôfago e o reflexo da tosse. O contato do conteúdo refluído com o esôfago pode estimular terminações nervosas e facilitar esse reflexo em algumas pessoas.

Outra possibilidade é o refluxo alcançar regiões mais altas, como faringe e laringe.

Episódios de microaspiração também podem participar de determinados quadros, mas não explicam todos os casos.

A relação pode envolver refluxo ácido, fracamente ácido ou não ácido. Esse é um dos motivos pelos quais simplesmente reduzir a produção de ácido nem sempre faz a tosse desaparecer.

Como é a tosse de refluxo?

Não existe um tipo de tosse que, sozinho, confirme o refluxo.

Muitas pessoas procuram atendimento relatando tosse seca por refluxo, piora à noite ou episódios logo depois de comer.

Esses padrões levantam a suspeita, principalmente quando aparecem junto com queimação ou regurgitação.

As queixas possíveis são:

  • Tosse seca e persistente;
  • Tosse após comer;
  • Piora ao se deitar;
  • Pigarro frequente;
  • rouquidão;
  • sensação de irritação na garganta;
  • Azia ou queimação;
  • Retorno de líquido ou alimento até a boca.

A tosse também pode ocorrer sem azia.

Ter catarro não exclui totalmente a participação do refluxo, mas uma tosse com catarro pede atenção para doenças respiratórias e outras causas que podem explicar melhor o sintoma.

Febre, congestão nasal ou secreção também não servem, isoladamente, para confirmar ou descartar refluxo.

Tosse de refluxo tem cura?

Quando o refluxo é realmente um fator relevante e consegue ser controlado, a tosse pode diminuir muito ou desaparecer.

O resultado depende da origem do sintoma e da presença de outros problemas ao mesmo tempo.

Uma pessoa pode apresentar, por exemplo, refluxo e asma. Outra pode ter rinite, gotejamento nasal, exposição à fumaça ou usar algum medicamento capaz de provocar tosse.

Nessas situações, tratar apenas o refluxo pode não resolver tudo.

Falar em cura antes de identificar a origem da tosse cria uma expectativa que nem sempre corresponde ao quadro clínico.

Refluxo causa tosse seca persistente?

Pode causar ou contribuir, mas a associação precisa ser avaliada com cuidado.

Nos adultos, a tosse é classificada como crônica quando permanece por mais de oito semanas. A partir desse ponto, investigar outras causas ganha ainda mais relevância.

Entre os problemas que podem entrar nesta investigação estão:

  • Asma;
  • Doenças das vias aéreas superiores;
  • Tabagismo;
  • Exposição a irritantes;
  • Algumas doenças pulmonares;
  • Medicamentos da classe dos inibidores da enzima conversora de angiotensina.

Mais de uma causa pode estar presente na mesma pessoa.

É justamente por isso que uma tosse seca persistente não deve receber automaticamente o rótulo de tosse do refluxo.

Como saber se a tosse é de refluxo?

O horário em que a tosse aparece ajuda, mas não fecha o diagnóstico.

Quando o paciente relata tosse depois de comer, crises ao deitar, regurgitação ou azia frequente, a possibilidade de refluxo pode ganhar peso durante a avaliação.

O médico também procura entender:

  1. Há quanto tempo a tosse começou.
  2. Se ocorre durante o dia, à noite ou nos dois períodos.
  3. Quais situações desencadeiam as crises.
  4. Se existe catarro.
  5. Se há azia ou regurgitação.
  6. Quais medicamentos a pessoa utiliza.
  7. Se existem sintomas respiratórios associados.

Esse conjunto oferece pistas mais úteis do que uma característica isolada.

Quais exames podem investigar tosse por refluxo?

Nem toda paciente com tosse precisa fazer endoscopia, pHmetria e manometria.

A escolha depende do histórico clínico e da suspeita diagnóstica:

  • A endoscopia digestiva alta permite avaliar o esôfago e identificar problemas como esofagite, mas não confirma, sozinha, que a tosse é provocada pelo refluxo.

É possível ter DRGE sem lesões visíveis na endoscopia, e também é possível encontrar esofagite em alguém cuja tosse tenha outra origem.

Quando é necessário medir os episódios de refluxo, a monitorização ambulatorial pode ser indicada.

  • A impedancio-pHmetria consegue identificar episódios ácidos, fracamente ácidos e não ácidos e avaliar sua relação temporal com os sintomas;
  • A manometria esofágica avalia a motilidade do esôfago e pode ser usada em situações específicas, inclusive antes de determinados exames ou procedimentos.

Em pessoas cuja única manifestação é tosse, sem azia ou regurgitação, a investigação objetiva do refluxo pode ser mais útil do que iniciar sucessivas tentativas de tratamento sem confirmar a causa.

O que fazer para aliviar a tosse do refluxo?

O objetivo é reduzir os episódios de refluxo quando eles realmente participam do quadro.

Algumas medidas podem ajudar, de acordo com as características de cada paciente:

  • Não se deitar logo após comer, mantendo um intervalo de aproximadamente duas a três horas;
  • Elevar a cabeceira da cama quando existem sintomas noturnos;
  • Trabalhar a redução de peso quando há sobrepeso ou obesidade;
  • Evitar tabagismo;
  • Observar quais alimentos realmente desencadeiam sintomas em vez de retirar vários itens da dieta sem necessidade;
  • Ajustar o tamanho ou o horário das refeições quando grandes volumes pioram o refluxo.

Café, chocolate, alimentos gordurosos, tomate e outros itens são frequentemente apontados como desencadeantes. A resposta varia bastante.

A restrição faz mais sentido quando a própria pessoa percebe uma associação consistente.

Tosse por refluxo: o que tomar?

Não existe um xarope específico para tosse de refluxo capaz de corrigir a origem do problema.

Medicamentos usados na DRGE podem ser indicados conforme os sintomas, exames e histórico do paciente.

Os inibidores da bomba de prótons, conhecidos como IBPs, são muito utilizados no tratamento do refluxo, especialmente quando há manifestações típicas como azia e regurgitação.

Quando sintomas digestivos e manifestações extraesofágicas aparecem juntos, o médico pode optar por um período de tratamento e acompanhar a resposta.

Se a tosse continua, insistir repetidamente em diferentes medicamentos sem rever o diagnóstico tende a trazer pouco benefício.

Antiácidos e alginatos podem ter papel no controle de determinados sintomas de refluxo, mas não devem ser vistos como medicamentos específicos para eliminar a tosse crônica.

E quando a tosse do refluxo não passa?

Uma tosse que continua apesar do tratamento merece nova avaliação.

Nesse momento, é preciso verificar se o refluxo continua ocorrendo, se o tratamento está adequado e, principalmente, se existe outra explicação para o sintoma.

Pneumologista e otorrinolaringologista podem participar da investigação quando o quadro aponta para causas respiratórias ou alterações da garganta e da laringe.

Essa análise evita que meses sejam gastos tratando refluxo enquanto o motivo principal da tosse permanece sem diagnóstico.

Cirurgia pode resolver a tosse causada pelo refluxo?

Cirurgia antirrefluxo não deve ser indicada apenas porque uma tosse não respondeu aos medicamentos.

Quando os sintomas são predominantemente respiratórios ou de garganta, os resultados cirúrgicos são menos previsíveis do que nos pacientes com manifestações típicas da DRGE.

Uma intervenção pode ser discutida em casos bem avaliados, com refluxo documentado por exames e características que indiquem chance de benefício.

A fundoplicatura, por exemplo, faz parte do tratamento cirúrgico da DRGE em pacientes escolhidos após avaliação clínica e exames.

Tosse isolada, sem confirmação objetiva de refluxo, não é motivo suficiente para indicar a operação.

Quando procurar avaliação médica por tosse persistente?

Se a tosse permanece por várias semanas, interfere no sono ou começa a limitar atividades diárias, já existe motivo para investigar sua origem.

A avaliação deve ser mais rápida diante de sinais como:

  • Falta de ar importante;
  • Sangue no catarro;
  • Dor no peito;
  • Febre persistente;
  • Dificuldade para engolir;
  • Perda de peso sem explicação;
  • Piora progressiva dos sintomas.

O diagnóstico precisa partir do quadro de cada paciente.

Se existe tosse persistente e refluxo gastroesofágico, uma avaliação direcionada ajuda a descobrir se os dois problemas estão realmente ligados e qual tratamento faz sentido para aquele caso.

Em Goiânia, pacientes com sintomas persistentes de refluxo podem passar por avaliação especializada para definir a necessidade de investigação complementar e o plano de tratamento.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

01

Quanto tempo dura a tosse do refluxo depois que a queimação melhora?

A tosse pode desaparecer mais devagar que a azia ou a regurgitação. Quando o refluxo realmente está envolvido, a resposta pode levar várias semanas e, em alguns casos, chegar a cerca de três meses. O assunto tem texto próprio: azia e dor nas costas.

02

Tossir logo depois das refeições significa que tenho refluxo?

Não necessariamente. O horário da tosse é uma pista, especialmente quando há azia ou regurgitação, mas outras causas também podem provocar tosse durante ou depois da alimentação.

03

Posso ter refluxo mesmo sentindo apenas tosse e nenhum sintoma no estômago?

É possível, mas a ausência de azia e regurgitação torna a confirmação mais difícil. Nesses quadros, pode ser necessário investigar outras causas e realizar exames para documentar o refluxo antes de atribuir a tosse à DRGE. Há um guia dedicado a sintomas de refluxo avançado.

04

A tosse causada pelo refluxo pode voltar depois de melhorar?

Pode. Novos episódios de refluxo, mudanças de peso, hábitos alimentares, tabagismo ou a presença de outra doença associada podem favorecer o retorno do sintoma. Se a tosse reaparece com frequência, o quadro merece nova avaliação. Para aprofundar, veja refluxo na garganta tem cura.

Dr. Thiago Miranda Tredicci
Escrito por

Dr. Thiago Miranda Tredicci

CRM-GO 12828 | RQE 8168 e 8626

Cirurgião do aparelho digestivo e gastroenterologista em Goiânia, com mais de 15 anos de experiência em cirurgias de vesícula, refluxo, hérnias e câncer do aparelho digestivo, a maioria por videolaparoscopia. Atende no Órion Business & Health Complex, no Setor Marista.

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