Pólipos Estomacais
Estômago, Gastrite e Câncer Gástrico

Pólipos Estomacais: Causas, Sintomas e Tratamento

Veja o que o tipo, o tamanho e a biópsia revelam sobre risco, sintomas e necessidade de retirada dos pólipos estomacais.

Dr. Thiago TredicciDr. Thiago TredicciCRM-GO 12828 | RQE 8168 e 8626
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Receber um resultado de endoscopia com a identificação de um pólipo normalmente gera dúvida sobre o que aquilo significa. Esse nome, porém, engloba diferentes tipos de alterações que surgem na parede interna do estômago.

Os pólipos estomacais podem apresentar características bem diferentes entre si. Há lesões sem maior repercussão e outras que exigem uma análise mais cuidadosa para definir o risco e a necessidade de tratamento. Em Goiânia, a investigação começa na consulta com gastro em Goiânia para investigar o sintoma.

Nessa avaliação, entram dados como tamanho, localização, aparência durante a endoscopia e, quando necessário, o resultado da biópsia.

A conduta depende do tipo de pólipo, tamanho, aparência na endoscopia, resultado da análise do tecido e condições da mucosa ao redor.

O que são pólipos estomacais?

O pólipo gástrico é uma alteração que se forma na superfície interna do estômago.

Muitas vezes, a pessoa nem imagina que ele existe, porque esse tipo de lesão costuma ser identificado durante uma endoscopia solicitada para investigar outro problema.

No laudo, podem aparecer descrições como pólipo séssil, pediculado, micropólipo ou lesão polipoide. Esses termos falam sobre formato, tamanho ou aparência e não determinam, sozinhos, se há risco de câncer.

A expressão popular "verruga no estômago" também aparece com frequência, mas não é um diagnóstico médico.

Uma elevação vista na endoscopia pode ter origens diferentes, e a análise histológica ajuda a esclarecer do que se trata.

Pólipo no estômago é perigoso?

Nem todo pólipo no estômago é perigoso. O risco muda de acordo com o tipo da lesão.

Na prática, os achados mais comuns têm comportamentos diferentes:

  1. Pólipos de glândulas fúndicas esporádicos: apresentam risco muito baixo de transformação maligna, principalmente quando são pequenos e têm aspecto típico.
  2. Pólipos hiperplásicos: na maioria das vezes são benignos, mas alguns podem apresentar displasia. Tamanho e alterações da mucosa próxima entram nessa avaliação.
  3. Adenomas gástricos: são lesões pré-malignas e merecem atenção porque já apresentam displasia.
  4. Pólipos associados a síndromes hereditárias: podem exigir investigação e acompanhamento próprios, como ocorre na polipose adenomatosa familiar.

A condição do restante do estômago também pesa nessa análise.

Gastrite atrófica, metaplasia intestinal e infecção por Helicobacter pylori podem modificar o risco e o plano de seguimento.

Principais tipos de pólipos gástricos

Pólipos de glândulas fúndicas

Os pólipos de glândulas fúndicas aparecem principalmente no corpo e no fundo do estômago. Podem ser pequenos e numerosos.

O uso prolongado de medicamentos como omeprazol e pantoprazol pode aparecer associado a esse achado na endoscopia, entretanto, não significa que o tratamento precise ser suspenso automaticamente.

Antes de qualquer mudança, é preciso avaliar por que o remédio foi indicado, há quanto tempo está sendo usado e quais características os pólipos apresentam no exame.

Nos casos esporádicos, o potencial maligno é muito baixo. A atenção aumenta quando há características atípicas ou uma síndrome hereditária, como a polipose adenomatosa familiar.

Pólipo hiperplásico

O pólipo hiperplásico geralmente aparece em um estômago com inflamação crônica da mucosa.

A infecção por H. pylori e a gastrite autoimune estão entre os contextos associados.

O pólipo em si é benigno, mas tamanho, presença de displasia e estado da mucosa ao redor ajudam a definir se precisa ser retirado.

Quando esse tipo é identificado, a pesquisa de H. pylori ganha relevância. Se a bactéria estiver presente, o tratamento da infecção faz parte do cuidado e pode favorecer a regressão de algumas lesões hiperplásicas.

Adenoma gástrico

Os adenomas são menos comuns, mas têm maior relevância oncológica. Um pólipo adenomatoso no estômago contém displasia e é considerado uma lesão pré-maligna.

A remoção completa é indicada quando pode ser feita com segurança por endoscopia. A mucosa gástrica também precisa ser examinada porque adenomas podem aparecer em áreas com atrofia ou metaplasia intestinal.

Pólipo inflamatório é a mesma coisa que pólipo hiperplásico?

Não necessariamente. O termo "pólipo inflamatório" pode aparecer de formas diferentes em laudos.

Existem lesões menos comuns, como o pólipo fibroso inflamatório, além de pólipos hamartomatosos e lesões neuroendócrinas com aspecto polipoide.

O diagnóstico final depende do exame do tecido.

O que causa pólipos no estômago?

Não existe uma causa única para todos os pólipos no estômago. O mecanismo muda conforme o tipo encontrado.

As situações relacionadas são:

  • Gastrite crônica associada ao H. pylori;
  • Gastrite autoimune e atrofia da mucosa;
  • Síndromes hereditárias, como a polipose adenomatosa familiar;
  • Uso prolongado de inibidores da bomba de prótons em parte dos pacientes com Pólipos de glândulas fúndicas;
  • Alterações da mucosa que favorecem crescimento e reparo celular anormais.

Nem toda pessoa com esses fatores desenvolverá pólipos.

Como também não é adequado atribuir automaticamente o achado à alimentação, ao refluxo, ao álcool ou ao uso de anti-inflamatórios sem saber qual tipo de lesão foi encontrado.

Sintomas de pólipos no estômago

A maior parte dos pólipos no estômago não causa sintomas. Muitos aparecem durante uma endoscopia solicitada para investigar outra queixa.

Quando uma lesão cresce, apresenta ulceração ou sangra, podem surgir:

  • Desconforto ou dor na parte superior do abdômen;
  • Náusea;
  • Anemia por perda crônica de sangue;
  • Fezes escuras ou presença de sangue;
  • Sangramento digestivo;
  • Obstrução da saída do estômago em casos raros de pólipos grandes.

Azia, refluxo e má digestão são queixas comuns e não indicam, sozinhas, a presença de pólipos gástricos.

Vômito com sangue, fezes muito escuras, anemia sem causa esclarecida, perda de peso sem explicação ou vômitos persistentes merecem investigação médica.

Pólipos na endoscopia: como o diagnóstico é confirmado?

A endoscopia digestiva alta permite localizar o pólipo, avaliar sua superfície, estimar o tamanho e observar a mucosa ao redor.

O aspecto visual fornece pistas, mas não identifica todos os tipos com segurança. A investigação pode incluir:

  1. Avaliação detalhada durante a endoscopia.
  2. Biópsia ou retirada da lesão, conforme suas características.
  3. Exame anatomopatológico.
  4. Análise da mucosa próxima para procurar gastrite, atrofia ou metaplasia.
  5. Pesquisa de H. pylori quando indicada.

Um pólipo séssil gástrico tem base larga, enquanto o pediculado apresenta uma haste. Esse formato ajuda no planejamento da retirada, mas não define sozinho o risco da lesão.

Quando existem vários pólipos no estômago ou micropólipos gástricos, o número, a localização, a idade do paciente e o histórico familiar também entram na avaliação.

Em quadros com numerosas lesões, pode ser necessário investigar polipose gástrica ou uma síndrome hereditária.

Tomografia e ressonância não são usadas para definir um pólipo gástrico simples. Esses exames podem ser solicitados quando existe suspeita de doença invasiva ou necessidade de estadiamento.

Qual é o tratamento para pólipos no estômago?

O tratamento muda conforme a histologia, tamanho, número de pólipos e condições da mucosa. Nem toda lesão precisa ser retirada da mesma maneira.

Polipectomia gástrica

A polipectomia gástrica é a retirada do pólipo durante a endoscopia. A técnica usada depende do tamanho, formato e localização.

Lesões menores podem ser removidas com técnicas mais simples. Pólipos maiores ou com suspeita de displasia podem exigir ressecção endoscópica mais avançada, como mucosectomia ou dissecção endoscópica da submucosa.

Depois da retirada, o tecido segue para análise anatomopatológica. Esse resultado mostra o tipo do pólipo, presença de displasia e outros dados que orientam o acompanhamento.

Tratamento do H. pylori

Pacientes com pólipos hiperplásicos ou adenomas gástricos devem ser avaliadas quanto à presença de H. pylori.

Se a infecção for confirmada, o tratamento de erradicação passa a fazer parte da conduta.

Quando a cirurgia pode ser necessária?

A cirurgia não é o tratamento habitual de um pólipo gástrico. Muitas lesões que precisam ser retiradas podem ser tratadas por endoscopia.

Quando a retirada completa não é considerada segura, existe comprometimento de camadas mais profundas ou o diagnóstico confirma um câncer que precisa de uma abordagem mais ampla, o caso pode ser encaminhado para avaliação cirúrgica.

Pólipo no estômago tem cura?

Muitos pólipos podem ser completamente removidos. A necessidade de acompanhamento, porém, não depende apenas de a lesão ter saído.

Depois da retirada, entram na decisão:

  • Tipo histológico;
  • Presença e grau de displasia;
  • Remoção completa ou incompleta;
  • Estado da mucosa do restante do estômago;
  • Presença de H. pylori, atrofia ou metaplasia intestinal;
  • Histórico familiar e suspeita de síndrome hereditária.

Esses dados ajudam a definir se haverá nova endoscopia e qual intervalo será mais adequado.

Como evitar pólipos no estômago?

Não existe uma medida que impeça todos os tipos de pólipos gástricos. Algumas causas, principalmente as genéticas, não podem ser modificadas.

O cuidado se concentra em tratar fatores identificáveis. A infecção por H. pylori, quando presente, deve receber tratamento adequado.

Medicamentos de uso contínuo precisam ser revistos quando houver motivo clínico, sem interrupção por conta própria.

Quem já teve um pólipo deve seguir o plano de acompanhamento definido a partir do anatomopatológico, e não apenas do aspecto visto na endoscopia.

O que fazer ao receber um laudo com pólipo gástrico?

O primeiro passo é descobrir qual tipo de pólipo foi encontrado. O termo "pólipo no estômago" isolado não informa se existe câncer nem se será necessária cirurgia.

Se houve biópsia ou retirada, o anatomopatológico precisa ser analisado junto com a endoscopia. Tipo, tamanho, número de lesões e condição da mucosa orientam o tratamento.

Nos casos em que já existe indicação cirúrgica, suspeita de invasão ou uma lesão que não pode ser resolvida por endoscopia, a avaliação com cirurgião do aparelho digestivo ajuda a definir a abordagem.

Tira-dúvidas

Perguntas frequentes

01

Pólipos estomacais podem voltar depois de retirados?

Podem surgir novos pólipos, dependendo do tipo de lesão e das condições da mucosa. O anatomopatológico e a presença de gastrite atrófica, metaplasia, H. pylori ou síndrome hereditária ajudam a definir a necessidade de vigilância.

02

Quem tem pólipo gástrico precisa fazer colonoscopia?

Não obrigatoriamente. A colonoscopia pode ser indicada pela idade, pelo rastreamento habitual, por sintomas, histórico familiar ou suspeita de síndrome de polipose. Um pólipo gástrico isolado não significa, sozinho, que também existam pólipos no intestino grosso.

03

Micropólipos no estômago significam câncer?

Não. O tamanho pequeno não define a natureza da lesão. O significado depende do padrão endoscópico, quantidade, localização, histologia e antecedentes do paciente.

04

Todo pólipo encontrado na endoscopia precisa ser retirado no mesmo exame?

Nem sempre. Alguns podem ser biopsiados, outros retirados por completo e certas lesões exigem planejamento para uma ressecção endoscópica mais complexa. A decisão considera tamanho, aparência, localização e suspeita de displasia.

Dr. Thiago Miranda Tredicci
Escrito por

Dr. Thiago Miranda Tredicci

CRM-GO 12828 | RQE 8168 e 8626

Cirurgião do aparelho digestivo e gastroenterologista em Goiânia, com mais de 15 anos de experiência em cirurgias de vesícula, refluxo, hérnias e câncer do aparelho digestivo, a maioria por videolaparoscopia. Atende no Órion Business & Health Complex, no Setor Marista.

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