Muitas pessoas chegam ao meu consultório relatando uma sensação incômoda localizada na parte superior do abdômen, popularmente conhecida como “boca do estômago”.

Essa sensação desagradável é chamada clinicamente de dor epigástrica. Como gastroenterologista em Goiânia, sempre procuro esclarecer aos meus pacientes o que é dor epigástrica, suas causas, sintomas comuns e opções disponíveis de tratamento.

Neste artigo, vou explicar detalhadamente sobre esse tipo de dor, ajudando você a entender melhor seu corpo e quando é importante buscar auxílio médico especializado.

O que é dor epigástrica?

A dor epigástrica é aquela localizada na região superior central do abdômen, logo abaixo das costelas.

Geralmente está associada ao estômago, mas pode envolver outros órgãos próximos, como o fígado, o pâncreas e até mesmo o esôfago.

Sua intensidade varia desde um leve desconforto até dores fortes e incapacitantes.

Pacientes descrevem a dor epigástrica como uma sensação de queimação, pontada ou pressão. Dependendo da causa, a dor pode ocorrer após as refeições, piorar à noite ou surgir associada ao estresse emocional.

Principais causas da dor epigástrica

Identificar a origem da dor é essencial para um tratamento adequado. Entre as causas mais frequentes estão:

  • Gastrite: inflamação da mucosa do estômago, frequentemente causada por má alimentação, estresse e uso prolongado de medicamentos anti-inflamatórios.
  • Refluxo gastroesofágico: condição em que o conteúdo ácido do estômago retorna ao esôfago, provocando queimação intensa.
  • Úlcera péptica: feridas abertas na mucosa gástrica ou duodenal, causando dor forte e persistente.
  • Pancreatite: inflamação do pâncreas, com dores intensas e geralmente associadas a outros sintomas como náuseas e vômitos.
  • Colelitíase: presença de pedras na vesícula, que pode provocar dor aguda e intensa após ingestão de alimentos gordurosos.

Sintomas que acompanham a dor epigástrica

Além da dor em si, alguns sintomas costumam estar associados, como:

  • Náuseas e vômitos;
  • Sensação de plenitude gástrica;
  • Inchaço abdominal;
  • Perda de apetite;
  • Azia frequente.

É fundamental observar a frequência e intensidade desses sintomas, pois eles ajudam no diagnóstico correto e na escolha da abordagem terapêutica adequada.

Diagnóstico especializado

Em minha prática clínica em Goiânia, o diagnóstico da dor epigástrica envolve uma avaliação detalhada do histórico médico, exame físico minucioso e, quando necessário, exames complementares:

  • Endoscopia digestiva alta;
  • Ultrassonografia abdominal;
  • Exames laboratoriais (hemograma, enzimas hepáticas e pancreáticas).

Esses exames permitem identificar com precisão a causa da dor, garantindo um tratamento mais assertivo.

Como é o tratamento da dor epigástrica?

Após identificar a causa específica da dor, o tratamento pode incluir medidas como:

  1. Mudanças na alimentação, adotando uma dieta equilibrada, evitando alimentos ácidos, gordurosos ou condimentados.
  2. Medicamentos específicos, como antiácidos, protetores gástricos e inibidores da bomba de prótons, usados para reduzir a acidez gástrica e aliviar os sintomas.
  3. Tratamento da condição de base, seja com antibióticos (em caso de infecção pela bactéria Helicobacter pylori), cirurgia (como na colelitíase) ou medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos específicos.

Em minha experiência, uma abordagem personalizada proporciona resultados eficazes, melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente.

Quando procurar ajuda médica?

É fundamental procurar um gastroenterologista sempre que a dor epigástrica persistir por mais de alguns dias, aumentar de intensidade ou vier acompanhada por sintomas alarmantes como vômitos com sangue, fezes escuras ou perda de peso inexplicável.

Se você mora em Goiânia, conte com minha especialidade e experiência para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz e personalizado.

Conclusão

Entender o que é dor epigástrica e identificar corretamente suas causas é o caminho para um tratamento eficaz.

Como especialista em gastroenterologia, recomendo sempre atenção aos sinais do corpo e uma abordagem médica especializada para evitar complicações e garantir o retorno ao bem-estar.

Cuide bem da sua saúde digestiva e não pense duas vezes em procurar ajuda especializada sempre que necessário.

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Dr. Thiago Tredicci, Gastroenterologista e Cirurgião do Aparelho Digestivo. Experiente em cirurgia geral. CRM GO 12828, RQE 8168 e 8626.