Grande parte dos meus pacientes chega ao consultório se perguntando sobre o que é colectomia e quando é indicada.

Então, a colectomia é um procedimento cirúrgico que envolve a remoção parcial ou total do cólon, sendo indicada para o tratamento de diversas doenças intestinais.

Essa cirurgia pode ser necessária quando condições como câncer colorretal, doenças inflamatórias intestinais e obstruções comprometem a função intestinal e não respondem ao tratamento clínico.

Como gastroenterologista especializado em cirurgias minimamente invasivas em Goiânia, avalio cuidadosamente cada caso para indicar a melhor abordagem, sempre priorizando a recuperação e a qualidade de vida do paciente.

O que é colectomia e quando é indicada?

A colectomia é um procedimento proposto para tratar diversas condições intestinais graves, como câncer colorretal, doenças inflamatórias e diverticulite complicada.

A cirurgia pode ser parcial ou total, dependendo da gravidade do problema.

Quando recomendo essa intervenção, levo em consideração a localização da doença, o estado geral do paciente e a técnica cirúrgica mais apropriada para minimizar riscos e otimizar a recuperação.

Função do cólon e quando a cirurgia se torna necessária

O cólon é uma parte essencial do sistema digestivo, responsável pela absorção de água e eletrólitos, além de armazenar os resíduos digestivos antes da eliminação.

Algumas condições podem comprometer seu funcionamento, tornando a cirurgia necessária.

Os principais sinais de problemas no cólon incluem:

  • Sangramento retal frequente;
  • Dores e cólicas abdominais intensas;
  • Alteração do trânsito intestinal (diarreia ou constipação crônica);
  • Distensão abdominal;
  • Perda de peso sem causa aparente.

Caso apresente esses sintomas, recomendo uma avaliação detalhada para determinar a necessidade de cirurgia.

Tipos de colectomia

A escolha entre colectomia parcial ou total depende da gravidade e localização da doença.

Colectomia parcial

Nesta abordagem, apenas a parte afetada do cólon é removida, preservando a função intestinal tanto quanto possível. Algumas variações incluem:

  • Colectomia direita: remoção do cólon ascendente
  • Colectomia esquerda: retirada do cólon descendente
  • Sigmoidectomia: ressecção do cólon sigmoide

Após a retirada da porção afetada, o restante do intestino é reconectado por meio de uma anastomose, garantindo a continuidade do trânsito intestinal.

Colectomia total

Quando toda a extensão do cólon está comprometida, a retirada completa do órgão é necessária.

Em casos como a polipose adenomatosa familiar ou retocolite ulcerativa grave, essa abordagem previne complicações futuras.

Dependendo do caso, pode ser feita uma reconexão direta do intestino delgado ao reto ou a criação de uma ostomia temporária ou definitiva.

Indicações da colectomia

A colectomia é recomendada quando medidas clínicas não são eficazes ou quando há risco iminente de complicações. Veja algumas das principais indicações:

1. Câncer colorretal

A presença de tumores no cólon exige a remoção da região afetada. Quando diagnosticado precocemente, a colectomia pode ser curativa, aumentando significativamente as chances de sobrevida.

Para pacientes com histórico familiar de câncer colorretal, a cirurgia pode ser indicada de forma preventiva.

2. Doenças inflamatórias intestinais

Pacientes com retocolite ulcerativa grave ou doença de Crohn podem precisar da colectomia para controlar sintomas severos e evitar complicações como perfuração ou sangramento incontrolável.

Nos casos mais graves, a cirurgia pode ser a única solução para melhorar a qualidade de vida.

3. Diverticulite complicada

Casos recorrentes de diverticulite que resultam em abscessos, fístulas ou perfuração intestinal podem necessitar da remoção da porção afetada do cólon para prevenir crises futuras.

Recomendo a cirurgia quando o paciente sofre episódios frequentes ou quando há risco de complicações graves.

4. Obstrução intestinal

Bloqueios causados por tumores, aderências ou volvo intestinal podem comprometer o fluxo normal do bolo fecal, tornando a cirurgia emergencial.

Nesses casos, a colectomia pode ser decisiva para evitar complicações fatais.

5. Hemorragia digestiva grave

Sangramentos maciços do cólon, quando não controlados por procedimentos endoscópicos, podem exigir a remoção do segmento afetado.

Se o sangramento for persistente e comprometer a estabilidade do paciente, a cirurgia se torna a melhor opção.

Como a cirurgia é realizada?

Existem três principais abordagens cirúrgicas para a colectomia:

  • Cirurgia aberta: realizada com uma grande incisão no abdômen, possibilitando acesso direto ao cólon.
  • Videolaparoscopia: técnica minimamente invasiva que utiliza pequenas incisões e câmeras para guiar a remoção do cólon.
  • Cirurgia robótica: avanço recente que proporciona maior precisão nos movimentos cirúrgicos, reduzindo o risco de complicações.

Sempre que possível, priorizo as técnicas minimamente invasivas para proporcionar uma recuperação mais rápida e menos desconforto ao paciente.

Conclusão

A colectomia é um procedimento fundamental no tratamento de diversas doenças intestinais, proporcionando melhora na qualidade de vida do paciente e prevenindo complicações graves.

Com o avanço das técnicas minimamente invasivas, essa cirurgia se tornou mais segura e com recuperação mais rápida.

Se você apresenta sintomas persistentes ou foi diagnosticado com alguma condição que pode necessitar dessa intervenção, recomendo que procure um especialista para uma avaliação detalhada.

O diagnóstico precoce e a escolha da melhor abordagem cirúrgica são essenciais para promover os melhores resultados.

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Dr. Thiago Tredicci, Gastroenterologista e Cirurgião do Aparelho Digestivo. Experiente em cirurgia geral. CRM GO 12828, RQE 8168 e 8626.